Mostrar mensagens com a etiqueta Esbarramentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Esbarramentos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

São Firmino já tem motorizadas a levar bolo com sardinhas a casa das pessoas

A nossa freguesia é pioneira no Uber Tasco, um novo serviço que aceita encomendas de comida de tasco e depois vai entregá-la de mota, a casa do cliente. A pessoa só precisa de instalar a app no telemóvel e depois mandar vir pica no chão, picadinho ou bolo com sardinha.


As motorizadas não param, sempre de um lado para o outro, a entregar punhetas de bacalhau, moelas ou pica-no-chão acabados de cozinhar nos tascos da aldeia.

Quem vai muito às grandes cidades já deve ter visto umas motinhas a dizer Uber Eats ou Glovo, que andam a entregar hambúrgueres e pizzas a casa das pessoas. Mas, em São Firmino, essa comida de plástico não serve nem para dar de comer aos porcos, porque o pessoal cá da terra é mais dado a salpicões, mouros e presuntos.

"Olhe, eu no outro dia estava em casa, a descascar um diospiro quando, de repente, deu-se-me cá uns desejos de bolo com sardinha que eu até parecia que estava grávida. Só que eu, como tenho o meu home emigrado no Luxamburgo, olhe, dá-me vergonha de ir ali pr’ó tasco no meio dos outros homes. Fui ver à Internet e descobri que podia mandar vir o que eu quisesse. Foi só clicar no botãozinho e, nem meia hora depois, já cá estava o moço da motorizada. Fiquei consolada… com o bolo, não com o moço, que esse eu mandei-o dar uma volta, que eu cá sou uma rapariga séria, tirando aquela vez com o meu encarregado lá da tinturaria, mas foi por causa dos fumos, que deixam uma pessoa ourada”, disse a Belinha Pintassilga, uma das primeiras clientes deste serviço.

Mas não é a única, uma vez que o Uber Tasco está a ser um verdadeiro sucesso. Todas as noites, de sexta-feira a domingo, é um corridinho de motas de um lado para o outro, sempre a entregar os petiscos que até aqui só podiam ser comidos no tasco, mas agora podem ser saboreados no conforto do lar. Às vezes, as motorizadas até se esbarram umas nas outras, com a pressa de irem entregar a comida aos clientes.

“Inda no outro dia, vinha o Tónio numa Famel para entregar um pica-no-chão a um cliente de Revinhade, mas com o fumo que saía da panela quentinha ele não deve ter visto que vinha a sair de um cruzamento o João Geová, depois de ter ido entregar uma punheta de bacalhau ao Monte da Santa. Enfiaram-se um contra o outro com tanta força, que aquilo era arroz e frango espalhados por todo o lado… foi preciso pedir reforços aos bombeiros da Lixa e Freamunde, para virem ajudar a comer os destroços”, disse o Gomes Carteiro, que assistiu ao acidente e ajudou nas operações de remoção de pica-no-chão, comendo só ele quilo e meio que estava derramado no asfalto.

O Uber Tasco foi fundado por Zélio Balazar, um empreendedor sãofirminense que teve esta ideia de negócio numa altura em que ficou 15 dias entrevado, por motivo de ter fumado droga misturada com folhas de nespereira: “Ò senhor, não queira saber da minha aflição! Eu na cama desesperadinho por uma cebola com sal ou umas moelinhas e sem ter quem me valesse. Foi ali, deitado, que eu jurei para mim que mais ninguém havia de passar aquele sacrifício. Mal fiquei bom, agarrei na minha Zundapp e quitei-a toda para poder levar comer quentinho a quem precisasse”.

Mas o jovem empresário promete não ficar por aqui e já tem novos projetos em marcha. Para matar a sede às pessoas que dependem de um bom espadal ou tinto americano e não conseguem ir bebê-lo à tasca, dentro em breve vão circular pela nossa aldeia camiões cisterna com vinho, para irem à casa das pessoas abastecer-lhes os garrafões, pipas ou cubas.

© Paulo Jorge Dias


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Extraterrestres visitam São Firmino

Estacionaram OVNI à porta do café do Herculano e foram tomar uma Macieira. À saída arranharam a carrinha do Gusto e raptaram um moço que toca na banda, que abandonaram em Ribeira de Pena.


Extraterrestres bêbados estacionaram de qualquer maneira à porta de casa, tendo um deles ficado a dormir toda a noite no jardim

Os habitantes de São Firmino andam aterrorizados e têm medo de sair de casa à noite, depois de se saber que os extraterrestres visitaram a aldeia no passado sábado à noite.

Segundo vários depoimentos recolhidos pelo nosso jornal, um OVNI sobrevoou a aldeia, tendo destruído várias antenas parabólicas e arrancado dois estendais com roupa interior feminina. A seguir, parou na bomba de gasolina do Simões, onde os dois ETs aproveitaram para ver a pressão dos pneus e mudar uma luz de travagem que estava fundida.

Eles entraram aqui muito verdes e eu até perguntei se eram da claque do Moreirense, mas eles disseram que não, que estavam mal dispostos porque tinham passado a tarde a beber vinho doce, numa quinta, ali na zona de Vila Fria. Pediram dois quartos de águas com gás e o mais baixinho foi a correr para a casa de banho chamar ao Gregório”, contou o Simões.

Depois disso, os extraterrestres meteram-se outra vez no OVNI e rumaram à rua principal, tendo estacionado à porta do café Herculano. Os clientes não estranharam porque estavam quase todos bêbados e porque andava por lá um cliente que é emigrante no Canadá e disse que era um destes carros elétricos novos, que se usam muito por lá.

Das duas, uma: ou eram marcianos ou eram de Alfaxim, porque eu conheço um moço de lá que é assim como eles. Meio orelhudo e anda sempre com o cabelo cheio de penachos, até parecem umas antenas”, disse o Herculano, que os atendeu ao balcão e lhes serviu duas Macieiras e um Croft. 

À saída, ainda houve uma discussão porque o OVNI arranhou o para-choques da carrinha do Gusto, mas os ânimos acalmaram-se quando o ET que ia ao volante disse que o tio era dono de uma oficina de chapeiro, em Pevidém, e o Gusto podia mandar lá a carrinha que não lhe levavam nada pelo arranjo.


Mas as peripécias dos dois extraterrestres não ficaram por aqui. Na mesma noite, terão raptado um jovem músico da Sociedade Filarmónica de São Firmino. O André da Sandrinha diz que regressava dos ensaios quando viu uma luz forte e desmaiou.

O moço acordou de manhã, já muito para lá de Fafe, e ligou aos pais para o irem buscar. A família já não estranha estas coboiadas porque já não é a primeira vez que ele apanha uma moca, põe-se empoleirado na ponte da autoestrada e faz chichi para cima dos carros”, explicou a Aidinha do Pomar, tia do jovem.

Desta vez terá corrido e mal e os extraterrestres podem não ter gostado de lhes terem urinado no para-brisas. Ou isso, ou então o André desequilibrou-se, indo cair na galera de um camião, onde adormeceu e só terá saído de lá de cima quando a viatura passou na portagem de Ribeira de Pena e, com os solavancos da Via Verde, ele foi atirado para a berma da estrada.


© Paulo Jorge Dias

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Zombies espalham o terror em São Firmino

Foi uma madrugada de medo e histeria. Correu a notícia que dois mortos-vivos tinham saído do cemitério e o povo, em pânico, desatou a fugir. Mais tarde descobriu-se que, afinal, os zombies eram só o Rubem e o Fábio que tiveram um acidente de motorizada, foram projetados para dentro de uma campa e saíram de lá todos esfarrapados, desdentados e cheios de lama.

A Famell do Rubem ficou neste triste estado, depois do acidente. Vinham ao despique com uma bruxa e, como a vassoura dela era mais rápida, acionaram o nitro e despistaram-se. 


A freguesia de São Firmino acordou em polvorosa. Havia povo aos gritos, a fugir pela rua fora e a dizer que vinham aí os zombies. O alerta foi dado pelo coveiro que desatou aos berros a dizer “Aque de Rei, que os mortos-vivos vêm aí para nos comer a mioleira!”.

Gerou-se o caos junto à Igreja, onde muita gente esperava pelo início da missa das 7h00. Houve ataques de pânico, houve quedas de senhoras que não conseguiam correr por causa dos sapatinhos de domingo e houve ainda guarda-chuvadas em dois escuteiros que aproveitaram a confusão para apalpar os peitos às catequistas.

Mas houve quem não acreditasse na história, como é o caso do Veloso dos Cortinados: “Eu tinha ido tomar café e meio bagaço ao Snack-Bar Herculano quando me disseram 'Ò Veloso, tu põe-te à tabela, que andam aí dois zómbes à solta e já os viram a jogar futebol com a cabeça de um drógado'. E eu, por um acaso, estranhei porque a minha Camila passa as noites a ver aquele filme de zómbes que dá na parabólica e, que eu me lembre, nunca lá vi nenhum zómbe a jogar futebol. Se ainda fosse andebol, ainda vá que não vá, porque a pessoa pode agarrar nos cabelos e atirar a cabeça para a baliza. Agora futebol? Nãh...”.

E o Veloso tinha razões para desconfiar. É que, afinal, não se tratavam de zombies mas antes do Rubem e do Fábio, dois jovens sãofirminenses que são adeptos da velocidade e atividades radicais. Segundo nos contou uma testemunha, ambos estiveram a noite toda a mamar Gin Tónico na discoteca Eskadote e, quando voltavam para casa, ter-se-ão picado com uma bruxa que vinha numa vassoura topo de gama. Como não queriam que uma mulher lhes ganhasse, acionaram a botija de nitro que traziam na Famel e, ao fazer a curva do cemitério, despistaram-se.

Mas o Rubem tem uma versão muito diferente: “O que se passou foi que a gente foi para a náite, encontrámos lá a Sandrina do Almude e Meio e a moça cismou que havia de namorar com o Fábio. Ele chateou-se e disse-lhe 'Não falo mais par ti', mas ela ateimou e a gente teve que fugir. Só que ela veio atrás de nós com a Toyota Hiace do pai dela e, ao passar ao cemitério, bateu-me com o para-choques na roda de trás e a motorizada fugiu-me, estampei-me contra o muro e nós os dois fomos pelo ar e caímos dentro de uma campa aberta”.

Lá dentro, os dois jovens ficaram cobertos de lama, esfarrapados e, pior do que isso, com os dentes partidos porque bateram com a cara numa enxada que o coveiro deixou esquecida lá dentro. Quando conseguiram sair da cova, naquele triste estado, terão sido confundidos com zombies.

“A gente estávamos aflitos e pedimos socorro ao Sérgio Coveiro mas ele desatou a fugir e empurrou a mulher dele para cima de nós. Até disse 'Comei a minha Aurora que é cabeçuda e, por isso, tem mais miolos para esbichar'!”, contou o Fábio. Rapidamente a notícia correu pela aldeia, os sinos tocaram a rebate e, passado o pânico inicial, o povo juntou-se para enfrentar os alegados zombies.

“O meu Marco Adalberto foi à Internet ver como é que se matavam os zómbes e descobriu que era preciso cortar-lhes a cabeça. Vai daí, mandei-o ir a casa buscar a catana que o meu sogro trouxe da Guiné, agarrei nela, fiz mira e... zás. Mandei-lhe uma catanada! Só que o moço agaixou-se e só lhe cortei um carrapito de cabelo que ele tinha em cima”, explicou o Álvaro dos Contrapilas.

Por sorte, nessa altura começou a chover e foi aí que saiu a lama e o sarro dos zombies e percebeu-se que eram o Rubem e o Fábio, que ainda assim não se livraram de um tareão, por terem assustado o povo e entortado a enxada do coveiro com os queixos.

© Paulo Jorge Dias

sexta-feira, 10 de março de 2017

Camião do circo tombou na rotunda e os animais andam à solta

São Firmino tornou-se numa espécie de Jardim Zoológico a céu aberto. Dezenas de animais selvagens passeiam-se pela aldeia, depois de um acidente com o camião do circo. Jiboia entrou pela canalização e agora anda a sair pelas sanitas, tigre tentou assaltar o talho e levou um tareão do Américo e a zebra foi atropelada depois de ser confundida com uma passadeira.

O dono do circo Pereirini diz que o chimpanzé está habituado a conduzir carros e camiões, mas despistou-se porque naquele dia se enervou ao ver um gato na estrada.

Tudo aconteceu na quarta-feira, dia em que estava prevista a chegada a São Firmino do Circo Pereirini, cuja visita era há muito aguardada pelos homens da aldeia, depois da inesquecível atuação do ano passado, quando a trapezista Senhorinha falhou um salto e aterrou de pernas abertas na cara do presidente da Junta. Mas tudo ficou adiado devido ao trágico acidente de viação.

Olhe, isto foi um azar. O Patrício, que é o nosso condutor do trailer, parou na beira da estrada para ir comprar umas nêsperas e uns pêssegos carecas ali em Lustosa. Mas, como a mulher da fruta o enganou no troco, voltou para trás a reclamar e, quando deu por ela, já o camião ia estrada fora”, explicou Zequinha Pereira, dono do circo e domador de lontras.

Inicialmente, ainda se constou que tinha sido o gangue do Quitó a levar a viatura para ir vender o elefante ao matadouro, mas depois percebeu-se que, afinal, foi um chimpanzé que – não se sabe muito bem como – abriu a porta da jaula e saltou para o volante do camião que trazia os animais do circo.

Ò senhor, o problema não foi o chimpanzé Chiquinho ir a guiar o camião, porque o bicho já fez muito quilómetro e nunca houve nenhum azar. O Patrício disse-me a mim que muitas vezes lhe dava o sono a meio da viagem e passava o guiador para as mãos do Chiquinho. Ele era capaz de ir direitinho daqui até ao Algarve e se fosse preciso até metia gasóleo sem acordar o chófer. O problema foi mas é o raio do gato”, disse o Zequinha.

Isto porque o chimpanzé, ao chegar à rotunda dos capotanços – situada à entrada de São Firmino – avistou um gato no meio da estrada e guinou o volante, para ver se lhe acertava, uma manobra que terá aprendido com o motorista Patrício. Perdeu o controlo do camião que galgou a rotunda e tombou para o lado, abrindo a porta e deixando fugir mais de 20 animais.

Ai Jasus, que aquilo era a fim do mundo... só bichos e mais bichos! Mais parecia que a BBC Vida Selvagem tinha fugido pela televisão fora. Eu estava na esplanada do Herculano e, nisto, aparece uma foca e rouba-me o fino com Martini. Foi aí que se me subiram os nervos à cabeça, agarrei num camelo que vinha a passar e espetei-lhe dois morros no focinho. Só depois é que dei conta que era o meu afilhado que é um mamão de primeira mas, coitado, não tem culpa de ter cara de camelo”, disse o Bino da Tia Ção.

Os animais lançaram o pânico na aldeia, provocando estragos e inúmeros acidentes de viação, tendo o primeiro envolvida a zebra. Foi atropelada por um bêbado numa fraguneta, que a confundiu com uma passadeira e, como ninguém em São Firmino para nas passadeiras, acelerou e mandou-a para o posto médico, onde foi atendida por um pintor das obras que passou três quartos de hora a retocar-lhe as riscas.

Pouco depois foi a vez do tigre fazer estragos, tentando roubar meia vitela, como explica o dono do Talho Américo: “Eu estava no frigorífico a dar um jeito nas febras da Sónia Badalhoca e sai-me o bicho de dentes arreganhados, já com a vitela agarrada às unhas e digo-lhe eu assim 'Tu não me arregales os olhos'. Ele bufou-me e... parus! Dei-lhe com quilo e meio de entremeada na boca que ele ficou para ali esticadinho no meio do chão, que mais parecia um tapete de arraiolos”.

Mais sorte teve a jiboia Lili, que conseguiu abrir uma tampa de saneamento e refugiar-se na rede de esgotos, onde permanece até hoje. Já foi vista a sair de dentro de várias sanitas o que levou dezenas de sãofirminenses a deixarem de ir à casa de banho, com medo de levarem uma ferradela nas bochechas de baixo. Em vez disso vão fazer as necessidades nas hortas, o que faz adivinhar um ano de muito boa colheita agrícola.

© Paulo Jorge Dias

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Rallye de São Firmino marcado por acidente grave

Bráulio Bate-chapas liderava a corrida quando bateu na carrinha do padeiro, caiu por uma ribanceira, furou o telhado de uma casa e aterrou no quarto de um casal, que ficou todo contente porque pensou que tinha ganho o Audi do sorteio do fisco.


Leia a notícia completa na edição desta semana do RV Jornal.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Excursão à Senhora da Lapa acaba em tragédia


Autocarro entrou em despiste, entrou na horta do Quim das Nabiças e destruiu um galinheiro, matando vários animais.



Dois frangos, um galo e três pintos perderam a vida, no passado domingo, quando o galinheiro onde viviam foi destruído por um autocarro que se despistou à entrada da aldeia.

A viatura, que regressava de um passeio à Senhora da Lapa, saiu da estrada e entrou pela horta do Quim das Nabiças adentro, por motivos que ainda estão por apurar. Mas alguns passageiros avançam com uma explicação.

“A Deolinda catequista ficou enjoada, na descida de Revinhade, e teve que ir pr’ó lugar da frente, que é onde vai sempre o Padre Ferreira. Ora, nós cá na terra já estamos habituados aquelas minissaias, mas o condutor, como é novo e não lhe conhece ainda as varizes, pronto, deve ter desviado os olhos e, quando reparou, já estava no meio da horta”, disse à nossa reportagem o Tó Manel, que saiu ileso.

Além das vítimas mortais, há ainda a lamentar ferimentos graves em duas ovelhas, cinco galinhas poedeiras, quatro coelhos e num bêbado que estava a dormir no interior do galinheiro.

Dentro do autocarro também se registaram feridos, nomeadamente o Machado, que sofreu vermelhões na cara, após levar dois estalos porque se aproveitou do acidente para apalpar o peito à Mindinha do Outeiro, e o Zé Gregório que foi atingido com uma dentadura na nuca.

“Calhou mal, porque o acidente foi mesmo quando estavam todas a cantar o ‘Sonhos de Menino’, do Tony Carreira, e a Lucinha da Padaria, que vinha atrás de mim, estava com a boca toda aberta, naquela parte do ‘meniiiiino’. Ora, com o impacto do acidente, a dentadura soltou-se-lhe da boca e acertou-me em cheio na nuca. Levei três pontos, mas podia ser pior. O meu sobrinho, que vinha à minha beira, enfiou a palhinha do Bongo pelo nariz acima e agora, coitado, sempre que espirra é cá um cheiro a pêssego que ninguém para à beira do moço!”, recordou Zé Gregório, que tinha ido ao Santuário da Senhora da Lapa agradecer os 50 euros que ganhou na raspadinha Pé de Meia.

Quem também ficou ferido foi o Gusto da Serração, que passava na rua quando foi atingido na perna por uma panela de merendeiro, deixando-o ligeiramente mais coxo do que já era.

Esta tragédia traz à memória um outro acidente, ocorrido em 1984, quando o Rancho Folclórico de São Firmino voltava de uma atuação, no festival de São Torcato, e o autocarro em que seguiam despistou-se, à entrada da aldeia, para se desviar de uma porca, que andava à solta.

A viatura caiu a uma ribanceira, no fundo da qual estava um casal de namorados, que sofreu mazelas para toda a vida. Ele ficou gago e ela desdentada.

© Paulo Jorge Dias, 2014